terça-feira, 5 de agosto de 2008

Rosas e espinhos


Todas as manhãs ela se dedicava a cuidar de seu jardim de rosas, haviam mudas de todas as cores: vermelhas, brancas, cor-de-rosa de todos os tons e outra de cor peculiar que ela mesma havia cruzado e descoberto. Ia munida de tesoura, luvas e regador. Cuidava de todas com o mesmo carinho e dedicação, mas era na muda de rosas vermelhas que se encontrava seu maior orgulho: uma de tom peculiar de vermelho que custara a vingar, exigindo muito mais de seu tempo e dedicação que qualquer outra para, por fim, tornar-se uma das flores mais resistentes em seu pequeno jardim.
Desta rosa peculiar ela tratava com maior cuidado, não usa suas luvas para que não corresse riscos de amassar-lhe as pétalas sem a intenção por conta da falta de sensibilidade que as luvas de jardinagem causavam. Sua mãe lhe alertava por conta desse descuido pedindo que colocasse as luvas e tomasse cuidado, mas - sem dar-lhe muita atenção - ela respondia:
"Não há porquê preocupar-se tanto, eu criei esta rosa, conheço-a melhor que ninguém, não hei de me machucar em seus espinhos." e continuava sem as luvas.

Um dia, estando mais distraída do que o normal, a garota espetou o dedo em um dos espinhos da rosa vermelha. Assustando-se com o sangue que escorria, correu para sua mãe e pediu que lhe fizesse um curativo.
Sua mãe, enquanto fazia-lhe o curativo, lhe chamou a atenção:
"Mesmo com aqueles que melhor conhecemos, cuidamos e apoiamos, devemos ter cautela pois, não há como conhecer uma pessoa de todas as formas e estar ciente de onde se encontram todos os seus espinhos. Com rosas não seria diferente, cada dia nasce um novo espinho que - esperando por um descuido - prepara-se para furar-lhe o dedo."

A garota, pondo-se de pé novamente, pôs-se a observar o jardim que com seu próprio suor fizera dar frutos e crescer saudável, mas agora - tendo sido ferida por um espinho - que compreendera que mesmo a mais bela rosa que havia sido fruto de seu próprio esforço a atingiria ao sinal de maior descuido.

C.M.G.²

sábado, 29 de março de 2008

"Quando estou com ele parece que vou enlouquecer. Fico acabada. Mas quando não posso vê-lo... Sinto que vou morrer de tanta tristeza."

"Quando te vejo... Quero te socar com todas as minhas forças. Mas também quero muito te beijar. Tudo ao mesmo tempo.
Parece contraditório, mas esses sentimentos dominam o meu coração. A verdade é que eu gosto muito de você. E queria muito que... você sentisse o mesmo."

"Não consigo dormir, não consigo comer... Quando sinto o calor de suas mãos, o seu cehiro eu... fico muito insegura.
Se a gente sentisse a mesma coisa, não teria problema em ficar um tempo sem se ver. Eu tentei me convencer de que não precisava de você...

Mas na verdade queria muito que você me amasse...

Sou uma tonta."

May I call you?

terça-feira, 25 de março de 2008

Say to the undefined space

And I hate how much I love you, boy
I can’t stand how much I need you
And I hate how much I love you, boy
But I just can’t let you go
And I hate that I love you so

Queria poder ter coragem de dizer isso pra você, eu juro que tentei, mas tudo que eu consegui foi sentir meu coração sendo esmagado. É uma dor tão grande que é quase física. Odeio isso, odeio de verdade, mas não tem jeito.
Só queria dizer o quanto você me importa, o quanto eu quero, o quanto eu te desejo. É sim, mais do que eu queria, mais do que eu precisava.

Eu preciso dizer "Gosto de você", com todas as palavras, em voz alta, mas esse tipo de sentimento me dá medo. Eu sinto meu peito doer só de pensar nisso, eu sinto como se desde já me apunhalassem nas costelas. Esse tipo de coisa me mata devagar, como um veneno que aos poucos queima minha garganta, de gosto amargo, destruindo tudo por onde passa.

Nunca me entreguei assim pra ninguém, não tão rápido, não tão de repente, mas eu preciso de você, aqui, agora. Isso realmente me mata. Me mata pensar no quanto você está longe e que você pode não se importar tanto assim, como eu. Me mata pensar que talvez você nunca seja meu como eu gostaria que fosse, e mais do que isso tudo, me mata não poder te ver, te sentir e te ter aqui comigo.

I'm dyeing of love,
and I can say it just for the undefined.